O presidente da Águas de Camboriú, Carlos Roma Júnior, afirmou nesta quarta-feira, 16 de outubro, em reunião pública realizada no auditório da prefeitura, que o propósito da concessionária é resolver os problemas de abastecimento e tratamento de esgoto do município. “Sempre demonstramos que nossa empresa é parceira de Camboriú e a construção da Estação de Tratamento de Água (ETA) é uma obrigação que estamos aptos a realizar”, declarou. No contrato de concessão está prevista a construção da ETA e tornar Camboriú independente na produção e tratamento e distribuição de água potável, mas que pode ser revista através de um aditivo, mantendo-se o equilíbrio econômico financeiro.

A reunião foi convocada pelo prefeito Élcio Kuhnen para discutir soluções de abastecimento para o município. Conforme Roma, se a obra não for considerada a mais importante pela sociedade e pelo poder concedente, é necessário fazer um termo aditivo no contrato para que a concessionária deixe de ter esta responsabilidade. Nesse caso, os investimentos previstos serão aplicados em outros setores que podem ser determinados pelo poder concedente. Hoje, a sociedade cobra da concessionária o motivo de Camboriú ainda não dispor de um sistema próprio de tratamento de água. “Nossa posição é de apoiar o que for melhor para cidade”, acrescentou Roma.

Ele lembrou ainda que o Aegea Saneamento, holding a qual pertence a Águas de Camboriú, tem uma expertise técnica para oferecer uma condição diferenciada de tratamento de água e esgoto para o município. Pelo contrato de concessão, todos os investimentos que a concessionária realizar em Camboriú ficam para a cidade no final do contrato.

De acordo com estudo apresentado pela Fundação de Meio Ambiente de Camboriú (Fucam) durante a reunião, nos últimos 12 anos, Camboriú registrou sete ocorrências de crise hídrica e três de enchente, considerando 2005/2006 como o período básico para pesquisa. Uma nova reunião será realizada no dia 25 de outubro, às 14h, na Câmara de Vereadores. Entre os temas que serão discutidos estão esgotamento sanitário de Camboriú, fazer ou não fazer a ETA e alternativas para garantir o fornecimento de água. Estes mesmos temas também serão debatidos na audiência pública convocada pelo Executivo para o dia 30 de outubro às 19h, na prefeitura.