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Encontro aconteceu na noite de ontem (09), durante programa Afluentes. Reunião serviu para ouvir a comunidade, esclarecer dúvidas e exibir os detalhes da nova Estação de Tratamento de Esgotos (ETE)

 

A Águas de Camboriú acaba de promover mais uma edição do programa Afluentes, na noite de ontem (09), no bairro Conde Vila Verde, reunindo moradores, lideranças comunitárias e representantes da empresa para apresentar detalhes do novo sistema de esgotamento sanitário do município. O principal objetivo foi de esclarecer dúvidas, ouvir as demandas da população e ampliar o diálogo sobre o projeto, que representa um investimento de R$300 milhões no município.

 

Durante a reunião a equipe técnica apresentou as características do novo sistema, que contará com uma Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) com capacidade para tratar 292 litros por segundo, 30 estações elevatórias e 587 quilômetros de rede coletora. Além disso, o sistema deve atender aproximadamente 40 mil residências e uma área operacional de cerca de 25 mil metros quadrados.

 

Estação de Tratamento de Esgotos sem cheiro

 

Um dos principais pontos esclarecidos durante a apresentação foi em relação ao modelo da futura Estação de Tratamento de Esgoto. A empresa reforçou que a unidade prevista para Camboriú será moderna, utilizando tecnologias atuais de tratamento e controle operacional. O sistema escolhido também é diferente da ETE existente em Balneário Camboriú – uma preocupação manifestada pelos moradores – e não causará odores, como a comunidade pode pensar.

 

Conforme Adriano Palhares, gerente de Engenharia da Aegea SC a estação apresenta um modelo de tratamento por lodo ativado, com uma tecnologia atualizada. Ou seja, é o que há de mais moderno na atualidade referente às ETEs, totalmente adequadas para a área urbana. “E o que diferencia essa tecnologia dos demais sistemas? É a segurança que ele fornece.

 

Nós estamos falando de um sistema totalmente silencioso devido aos equipamentos de última geração, bem como o processo de oxigenação contínua e monitorada em tempo real. Esse processo acelera a degradação da matéria orgânica, que elimina os gases que causam o odor. É um sistema automatizado, com alta segurança operacional, ambiental e totalmente voltado ao conforto ao meio urbano” explica ele.

 

Escolha do local

 

A presidente da Aegea SC, Reginalva Mureb, destacou que a equipe esteve no Conde Vila Verde com a intenção de apresentar o pré-projeto da Estação, que irá atender toda a cidade. “A ETE está prevista para ser alocada e funcionar dentro Instituto Federal Catarinense (IFC), mas a população que esteve aqui presente discorda e acredita que a instalação pode causar impacto. Por isso, após esse encontro, identificamos que vamos precisar de mais reuniões para entender as demandas, o clamor e as necessidades da comunidade, esclarecendo todas as dúvidas apontadas”, completa.

 

Durante o encontro, a Águas de Camboriú também recebeu da comunidade um documento elaborado pelo empresário e engenheiro sanitarista Umberto Alexandre Sell, contendo quatro pontos principais de questionamentos sobre a implantação do sistema. “Trouxe estas questões que são as dores da comunidade, sendo a primeira delas a falta de um diagnóstico. A comunidade não foi consultada sobre o local, não foi ouvida e nem foi realizada uma análise de moradia. O segundo ponto refere-se à geolocalização da ETE, até porque inicialmente iria ser instalada em outro local e agora mudou, sem consulta prévia”, explica ele.

 

Ainda de acordo com Umberto, a modelagem da ETE também gera dúvidas na população – embora o próprio especialista também tenha reforçado, durante a reunião, que a ETE proposta para Camboriú é diferente da ETE existente na cidade vizinha, Balneário Camboriú. Por fim, o último ponto, e mais importante, questiona como será feita a drenagem do local onde a estrutura será instalada. Conforme ele explica, é necessário fazer um projeto bem pensado pois as obras podem afetar a drenagem e causar cheias no bairro Conde Vila Verde.

 

Todo o material será analisado pela equipe técnica e será respondido, dando continuidade ao diálogo com a população.

 

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